Íris participa do evento de lançamento do projeto G-52 da ONU-Habitat

O trabalho em rede, o estímulo à cultura de inovação e o processo de transformação digital no setor público estão entre os pontos apresentados pelo Íris | Laboratório de Inovação e Dados do Governo do Ceará, nessa terça-feira (22), durante o evento de lançamento do G-52, o mais novo projeto da ONU-Habitat, em parceria com a Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A iniciativa reúne 52 municípios do Nordeste e do Sudeste com um papel de influência em suas regiões intermediárias, seguindo critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essas cidades receberão capacitações para aprimorar seu planejamento urbano e promover o desenvolvimento sustentável. São seis as cidades cearenses contempladas pelo projeto: Crateús, Fortaleza, Iguatu, Juazeiro do Norte, Quixadá e Sobral.

O evento “G52: Cidades-Polo ampliando os marcos do desenvolvimento regional” teve em sua programação a oficina “Futuros conectados: inovação para solucionar desafios públicos”, estruturado para apresentar soluções e projetos que têm responsabilidade com as gerações futuras, pensados não apenas para solucionar problemas imediatos.

No painel, Jessika Moreira apresentou o propósito e a trajetória do Laboratório, que nasceu para estimular uma cultura de inovação que acelera o processo de transformação digital no governo, centrado nas pessoas e olhando para as reais necessidades do cidadão. Além disso, o Íris estimula a inovação no dia a dia de trabalho de quem constrói as políticas públicas do Governo do Ceará.

“No Íris, gerenciamos projetos de inovação para estimular uma nova cultura organizacional no setor público e contribuir com a criação de novas capacidades na gestão pública. Inovar no setor público é sobre conseguir implementar, de fato, novas ideias que entreguem valor público e resolvam problemas sociais”, destaca Jessika. Ela falou, ainda, sobre a importância do engajamento de equipes: “a soma de pessoas internas e externas, voltadas para um mesmo objetivo, alinhadas sobre uma mesma perspectiva, aumenta de forma exponencial o impacto de soluções e inovações”.

Experiências das cidades de Sobral, Campina Grande e Recife também foram compartilhadas. A secretária de Urbanismo, Habitação e Meio Ambiente de Sobral, Marília Ferreira Lima, reforçou que o envolvimento das pessoas nos projetos resulta em melhores entregas. “Com a equipe se sentindo parte dos processos e com visões diversas envolvidas temos melhores produtos, entregas, intervenções e projetos. Isso reforça o quanto devemos estar abertos a parcerias”.

O secretário de Inovação de Recife, Marcos Toscano, apresentou o projeto de inovação e resiliência urbana “Mais Vida no Morro”, política pública que reinventa a cidade e combate a desigualdade socioespacial a partir da promoção do desenvolvimento sustentável, do protagonismo comunitário e da promoção de um espaço urbano melhor para as crianças de interesse social do Recife. Laryssa Almeida traz como destaque de sua fala o olhar cada vez mais humano nos projetos: “é assim que trabalhamos em Campina Grande, para torná-la uma cidade mais inteligente, humana e conectada”, reforça.

O evento encerrou com a participação da diretora do Digital Future Society, Carina Lopes, que citou a importância de focar na inovação centrada nas pessoas e na partilha de boas práticas dos projetos. Conforme disse Carina, isso representa maior capacidade de escala e mais rapidez na implementação de ferramentas e metodologias para práticas de inovação. “É fundamental usar a cidade como espaço natural de inovação, a cidade é o nosso próprio laboratório”, destaca.